Esse negócio de trabalhar no computador, estudar no computador, se distrair no computador às vezes dá uma canseira. Depois de passar o dia olhando pra uma tela, tenho vontade de fazer algo de verdade, sabe? Tipo amassar pão, mexer na terra, pintar uma parede.

Mas a falta de tempo e estrutura me levou a uma atividade muito mais prática e simples: o tricô!

Tá que no começo eu não consegui fugir da tela – já que não tinha ninguém pra ensinar e tive que aprender com tutoriais na internet… Mas hoje me viro bem sozinha e até fecho o laptop na hora do tricô.

Depois posto os resultados da minha lenta produção. :)

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Final de semana fui pra Laguna em um passeio do curso de Arquitetura da UFSC. Sexta-feira à noite descobri que tinha sobrado vaga no ônibus e, menos de seis horas depois, lá estava eu rumo ao sul do Estado.

Nunca tinha ido pra Laguna e fazia uns bons anos que não participava de uma viagem de estudos. Se já estava feliz só por isso, imagina quando descobri que ia andar de balsa, comer pastel de camarão, tainha frita, e dar uma esticadinha até o Farol de Santa Marta. E ainda por cima na companhia de pessoas muito agradáveis. :)

O professor que nos acompanhou era muito bacana. Além de falar da arquitetura do local, ele também sabia tudo sobre a história – o que tornou o passeio bastante envolvente até mesmo pra mim (a única não-futura-arquiteta do grupo).

Só a parte da balsa foi um pouco tensa. No meio da laguna, a suspensão de ar do nosso ônibus estorou fazendo um barulho gigante! Sorte que não estávamos dentro dele, e sorte que logo a empresa mandou um micro-ônibus para substituir.

O fim de tarde no Farol de Santa Marta foi sem palavras. Acho que qualquer paisagem fica ainda mais bonita com um céu de outono, não é mesmo?

Quando o Dudu fez sua própria prancha, a gente descobriu que esse negócio de faça-você-mesmo pode ser muito divertido e fácil – principalmente nesta era em que tutoriais online explicam o passo a passo de praticamente tudo.

Nosso projeto atual era confeccionar uma capa pra tal prancha, mas resolvemos primeiro testar em pequena escala fazendo uma pra handplane (uma pranchinha de pegar jacaré – também arte do Dudu).

Compramos os tecidos, assistimos ao tutorial algumas vezes e mãos à obra!

Alguns erros e muitos acertos depois, a capinha ficou pronta! Ficamos tão felizes com o resultado, que com certeza este vai ser só o primeiro de muitos faça-você-mesmo aqui no blog. :)

Desde caloura eu pensava no TCC – aquele trabalho no qual você prova pra todo mundo que aprendeu alguma coisa na faculdade. Mas, quando chegou a hora, demorei pra engrenar no negócio.

Mudei de tema muitas vezes – nenhum parecia digno o suficiente pra ocasião. O tempo passava, e eu cada vez mais perdida. Até que, num momento de desespero, conversei comigo mesma: “Poxa vida, Iana! Mas do que você QUER falar?”. “Ah, eu acho que quero falar de pessoas…”.”Então pronto!”.

E que lugar melhor pra encontrar pessoas que no Itambé?

Pra quem não sabe, o Itambé é o terceiro maior condomínio de Florianópolis e, em 1978, quando foi inaugurado, era o primeiro. Seus 405 apartamentos abrigam mais de 1.600 pessoas. Diz a lenda que todo mundo da cidade já morou, ou conhece alguém que já morou no Itambé.

Para dar conta de tudo, fiquei quase dois meses indo lá todos os dias – eu, meu caderninho e minha câmera. Algumas vezes, chegava antes mesmo do sol nascer; e em outras, só ia embora quando as luzes nos apartamentos estavam quase todas apagadas.

O resultado foram mais de 500 fotos e um caderno cheio de histórias que se transformaram num encarte de 24 páginas – o meu TCC!

E o mais bacana foi perceber que algo tão corriqueiro como o dia-a-dia de pessoas comuns pode, sim, ser digno de um TCC. Aliás, a julgar pelas pessoas maravilhosas que esbarrei por lá, renderia um livro! Quem sabe numa próxima…

Chega o outono. No momento estou só feliz de não querer passar o dia deitada no chão da cozinha. Mas sei que sentirei falta de dias como esse…

… testar prancha feita pelo Dudu,

cozinhar cogumelos

e brincar de skate depois de 6 meses sem.

:)

Talvez seja porque eu não cresci perto do litoral, mas sempre me fascina ir à praia no inverno. É impressionante como os personagens mudam. Nada de pessoas semi-nuas, jogadores de frescobol e vendedores ambulantes. Agora é a vez dos surfistas com suas roupas de borracha, dos corredores assíduos e dos pescadores.

Ah, os pescadores. Que diversão é assistí-los na empreitada em busca da tainha. Nesse dia fomos à Joaquina, e lá estavam eles ajeitando a rede e enrolando as cordas.

Quando, lá de cima, gritam os “olheiros”: – Tá lá ela!!! Tá lá!! Vai, vai, vai!

Alvoroço total. De todos os cantos surgem homens correndo. Uns empurram o barco, enquanto outros tiram os sapatos e pulam pra dentro.

Tripulação à bordo, remos a postos, e lá se vão pro fundo do mar.

-Nãããão!! Aí nããão! É pro outro ladoooo! – gritam os que ficaram na areia.

Tarde demais – o barquinho já vai longe, isolado pelo barulho das ondas.

Nada de tainha dessa vez. Cabisbaixos, os pescadores voltam pra areia e recomeçam a ajeitar a rede e enrolar as cordas…

Totalmente alheios à confusão, brincavam esses dois irmãozinhos – filhos de um dos pescadores. Subiam e desciam os morros de areia como se estivessem explorando um novo mundo.

E eu que tinha ido pra fotografar o surf, me distraí com toda a movimentação e acabei tirando só umas 5 fotos…

Depois de assistir a esse vídeo (umas meninas andando de skate em Madrid), não conseguia parar de me imaginar descendo essa montanha, por essa estrada maravilhosa, com o meu super longboard – um sonho bem surreal, considerando que eu nunca andei de skate e não moro em Madrid…

Pois, nesse feriado, minha sorte mudou. Continuo não morando em Madrid, mas agora tenho um skate! Não é bem meu, é do Dudu – acabei contaminando ele com a ideia, e fomos na quarta-feira comprar.

Treinamos todos os dias:

Na quinta-feira, aprendi a fazer curvas e parar.
Na sexta-feira, aprendi a descer um morrinho.
No sábado, achei que já tava pronta e fui numa descida maior – levei um baita tombo; ralei a barriga, os dois joelhos, as duas mãos, os dois cotovelos, e ainda por cima rasguei a calça…

No domingo, fiquei em casa cuidando dos ferimentos.

Ele não chorou,

dançou remexendo a cabeça e o bumbum,

riu enquanto trocava a fralda cheia de cocô,

se divertiu empurrando cadeiras pela casa,

tomou xarope e pediu mais,

distribuiu sorrisos pra todo mundo,

e fez a minha manhã passar em segundos!

Desse eu até pago pra ficar de babá! (tomara que a mãe dele não leia isso…)

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