– A gente não fica com outras pessoas, né?

Foi com essa pergunta que, há exatamente sete anos atrás, começamos nossa vida oficialmente juntos.

– Eu não fico. – respondi.

E como ficaria? Todos os espaços da minha cabeça e coração já estavam ocupados por você…  A pergunta parecia boba, mas meu estômago revirou de excitação diante do que poderia significar. Não era um pedido de namoro – era a confirmação de que estávamos na mesma sintonia, o passe livre pra se entregar, o marco de uma nova fase.

Às vezes me questiono se aos 17 anos já sabia a dimensão do que estava vivendo. Talvez não, mas havia sinais. O jeito como queimava por dentro quando nossos olhos se encontravam. O arrepio que subia quando seu dedo encostava no meu. A vontade de ir até a lua quando você sorria pra mim. Os sinais mudaram, mas ainda estão aqui. Hoje com um olhar eu sei o que está sentindo, com um toque sei que me ama, e com um sorriso sei que estamos juntos nessa.

– E você? Fica? – perguntei.

– Também não. – respondeu aquele que há sete anos é meu melhor companheiro, meu melhor amante e meu melhor amigo.

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