Olá!

Este blog mudou para: www.ianalua.blogspot.com

Desculpa o incômodo, mas estava insatisfeita com a qualidade das imagens no WordPress…

Vejo você por lá!

:)

Faz um mês e meio que chegamos à Inglaterra, mas essa é a primeira semana que me sinto realmente morando aqui.

Antes parecia uma viagem a trabalho – tínhamos hora pra acordar, compromissos, prazos e problemas. Quase não sobrava tempo pra conhecer a cidade e relaxar. Alternávamos entre imobiliárias, bancos, concessionárias, seguradoras e escolas. Lidávamos com assuntos complicados, em uma língua que não é a nossa e num país com costumes diferentes.

Como meus pais ainda não se viram no inglês, tive que ser a porta-voz da família. Foi um estágio pra vida. Aprendi tudo o que é importante na hora de escolher uma boa casa, comprar um carro, abrir conta no banco,  fazer um seguro, decidir por uma escola e assinar um contrato.

Descobri que por mais preparado que se esteja, nem sempre tudo sai como planejado.  Tivemos muita dificuldade em transferir dinheiro do Brasil pra cá simplesmente porque o sistema caia ou era feriado em algum lugar do mundo.

Me frustrei a perdi a paciência mais vezes do que gostaria. Chorei de cansaço, de saudades, de raiva. Tive a ponto de desistir. Mas daí, mesmo naqueles dias em que tudo estava dando errado, meu pai fazia uma palhaçada e minha mãe começava a cantar. E eu sabia que tudo ia ficar bem. :)

– A gente não fica com outras pessoas, né?

Foi com essa pergunta que, há exatamente sete anos atrás, começamos nossa vida oficialmente juntos.

– Eu não fico. – respondi.

E como ficaria? Todos os espaços da minha cabeça e coração já estavam ocupados por você…  A pergunta parecia boba, mas meu estômago revirou de excitação diante do que poderia significar. Não era um pedido de namoro – era a confirmação de que estávamos na mesma sintonia, o passe livre pra se entregar, o marco de uma nova fase.

Às vezes me questiono se aos 17 anos já sabia a dimensão do que estava vivendo. Talvez não, mas havia sinais. O jeito como queimava por dentro quando nossos olhos se encontravam. O arrepio que subia quando seu dedo encostava no meu. A vontade de ir até a lua quando você sorria pra mim. Os sinais mudaram, mas ainda estão aqui. Hoje com um olhar eu sei o que está sentindo, com um toque sei que me ama, e com um sorriso sei que estamos juntos nessa.

– E você? Fica? – perguntei.

– Também não. – respondeu aquele que há sete anos é meu melhor companheiro, meu melhor amante e meu melhor amigo.

Bristol nos recebeu muito bem. Logo no primeiro dia estava sol e um calor de quase 30 graus!

Nossa primeira missão foi encontrar um adaptador pras essas tomadas loucas daqui, e depois saímos pra conhecer a cidade. Já em ritmo europeu, compramos sanduíches e suco em um supermercado e fomos ao parque mais próximo montar nosso piquenique. Pra minha surpresa, muitas pessoas estavam fazendo o mesmo. Eu até esperava encontrar alguns turistas e jovens, mas não famílias inteiras de ingleses sentadas na grama comendo de garfo e faca! :)

Esse parque se chama Castle Park e fica nas margens de um rio que corta a cidade. Como o nome já diz, nele tem um castelinho, que foi construído no final do século XI.

Continuando o passeio, fomos parar numa feirinha no centro da cidade onde tinham várias barraquinhas vendendo comidas de diferentes países. Pena que não estávamos com fome…

Mas a grande aventura do dia foi dirigir do lado contrário… Na verdade só o meu pai dirigiu, mas todas participamos como se estivéssemos no volante. A cada “pai, você tá na contramão!!!” eram gritos, apertões e dores de barriga. No final, estávamos todos tão exaustos que só conseguimos pensar em voltar pro hotel e dormir.

Começo desse ano, surgiu lá em casa a vontade de morar um ano fora. Desde que eu era pequena, ouvia meus pais falando disso, mas nunca parecia o momento certo. Agora – com a Nina grandinha, a Alice podendo fazer intercâmbio pela universidade, eu recém formada sem trabalho fixo, e meus pais com a vida mais estável – tudo indicava que era a hora.

Logo pensamos em ir pra um país de língua inglesa. A escolha da Inglaterra foi por termos passaporte Português, o que nos permitiria trabalhar e estudar com mais facilidade. Bristol era a cidade que unia melhores opções de universidades, escolas e lazer pra todos.

Planejamos a empreitada, mas eram tantas variáveis que só soubemos que ia dar certo menos de um mês antes de viajar! E daí começou uma super correria de esvaziar casa para ser alugada, vender carros, resolver questões burocráticas… Os dias que antecederam a viagem foram altamente cansativos e, para mim, agravados pelo sentimento de estar deixando para trás um companheiro que há tantos anos mora no meu coração…

Se antes parecia que o dia 16 de Agosto nunca chegaria, quando chegou, veio com tudo. De Florianópolis até Bristol foram 29 horas entre carros, aviões, aeroportos e ônibus. As poltronas da British Airways são ligeiramente mais espaçosas do que as das outras companias aéreas, mas nada que torne um voo de 11 horas confortável… Chegamos em Bristol acabados, mas muito felizes de estarmos começando uma nova etapa tão empolgante de nossas vidas!

Alice, pai e Nina no voo Floripa-Rio

Nossas vidas em muitas malas…

Meu pai e o Boeing 777 que nos trouxe pra Inglaterra

Animadas no começo do voo

O jantar da Alice veio antes porque era vegetariano… humpf

O que salvou mesmo foi o vinho!

Nina no bem bom (aquela coisa embaixo dos cobertores)

Já não tão animadas depois de uma noite mal dormida…

Nossa primeira refeição na Inglaterra foi no Marks & Spencer do aeroporto

Esperando o ônibus pra Bristol

A caminho da nova casa

Estamos na Inglaterra!

Assim que tiver um tempinho (e uma internet melhor…), venho contar as últimas aventuras. :)

Framboesa aqui em casa é uma praga – cresce até mesmo nas rachaduras do piso.

E eu que quando criança chorei ao descobrir que não era possível plantar morangos no meu quintal (eu morava no interior de São Paulo, um lugar muito, muito quente para esse tipo de cultivo), nunca imaginei que pouco mais ao sul do país poderia ter uma abundância de framboesas!

Com esses dias bem frios, deu tanta fruta que, mesmo colhendo todo dia, sempre tinham várias caídas no chão.

Como era mais framboesa do que a gente conseguia comer, fui fazendo geleia com o que sobrava! Nada mal, né? Espero que esse friozinho continue por mais um tempo. :)

Em uma mesma semana, das janelas da minha casa.

Poucas coisas combinam mais com fim de tarde do que piquenique na Beira Mar.

Esse teve direito a bolo feito em casa, cafezinho, baguete, gorgonzola e algumas garrafas de vinho.

Nunca tinha ido nesse cantinho da Beira Mar e fiquei muito feliz com a quantidade de gente que tinha por lá. É muito legal ver as pessoas aproveitando a cidade. Realmente, só fica em casa quem quer.

A única pena foi o pôr do sol ter durado tão pouco…

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